Locais públicos ou com grande circulação de pessoas são perigosos para a saúde. Não à toa os frascos de álcool em gel se tornaram item básico carregado por muitos. Mas há alguns lugares bastante específicos que talvez não estejam sendo percebidos pelas pessoas, e que ainda colaboram para o espalhamento internacional de doenças, como mostra reportagem do The New York Times.

Uma pesquisa realizada em conjunto pela Universidade de Nottingham, da Inglaterra, e o Instituto Nacional Finlandês para Saúde e Bem-Estar verificou, no aeroporto internacional de Helsinque, as superfícies mais tocadas pelas pessoas durante e depois os horários de maior movimentação. E constatou que, de tudo que foi analisado, as bandejas para passar a bagagem de mão no raio-X possuem a maior concentração de rinovírus causadores de resfriados e alguns tipos de gripe.

Aproximadamente metade das bandejas analisadas durante o inverno – quando estamos mais vulneráveis a doenças do tipo – apresentaram traços dos vírus, proporção maior do que qualquer outra superfície observada. Para se ter uma ideia, os vasos sanitários do aeroporto estavam 100% livres de contaminações desse tipo.

Os responsáveis pelo estudo, que foi publicado no periódico científico de doenças infecciosas BMC, esperam que as informações encontradas possam ajudar a combater o fluxo internacional de doenças. Acredita-se que o contágio em aeroportos seja um dos principais vetores de transporte de vírus e bactérias entre os continentes.

Embora não seja possível provar que os traços de rinovírus encontrados causem doenças de fato, segundo os pesquisadores, pesquisas anteriores já provaram que micróbios como esses podem sobreviver por vários dias em superfícies comuns como essas. E, embora a pesquisa avalie apenas o aeroporto finlandês, dificilmente há algum comportamento que seja específico desse país que não valha para outros aeroportos.

Falta, no entanto, estabelecer a relação direta entre a presença dos vírus e o contágio de doenças. “A presença de micróbios no ambiente de um aeroporto ainda não foi investigada”, diz a virologista Niina Ikonen, integrante do Instituto finlandês e uma das responsáveis pelo estudo.

Fonte: Negócios.

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